Balanço Do Comércio É Positivo Na Primeira Semana De Reabertura

Balanço Do Comércio É Positivo Na Primeira Semana De Reabertura

A primeira semana de reabertura gradual dos segmentos não essenciais do comércio de Manaus se encerrou com vendas mornas, embora acima do esperado pelos lojistas, com direito a aquecimento de vendas em alguns dias e em produtos específicos – especialmente os de consumo popular. Foi o suficiente para um setor que estava quase que inteiramente de portas fechadas e sem vendas, durante 70 dias.

A despeito da volta do otimismo e da proximidade da data, a maior parte das lideranças do comércio de Manaus ouvidas pelo Jornal do Commercio ainda não arrisca uma projeção para o Dia dos Namorados. Alguns estimam que a queda no volume de negócios chegue a 40% em relação ao mesmo período de 2019, dado que nem todos os setores ainda estão funcionando neste primeiro ciclo – restaurantes e salões de beleza ainda estão de portas fechadas. 

Um desempenho desfavorável já é mais do que esperado, diante da crise da covid-19 e das experiencias amargas do setor na Páscoa e Dia das Mães deste ano, quando apenas as lojas dos segmentos essenciais ainda estavam de portas abertas, limitando os demais subsetores a atender online ou por delivery. No caso do Dia das Mães, as expectativas já apontavam para um recuo acima dos 50% às vésperas da data. 

Com a diferença de que, desta vez, parte do setor já começou a atender o público. Estão nesta primeira fase de reabertura as lojas de artigos esportivos e de bicicletas (venda e reparo); de artigos para casa; de vestuário, acessórios e calçados; de móveis e colchões; e de variedades. Joalherias e relojoarias, assim como o comércio de artigos médicos e ortopédicos, óticas, floriculturas, bancas de revistas em logradouros públicos, petshops e concessionárias de veículos também estão na lista. A próxima fase começa em 15 de junho.

Quebra em série

“Tivemos vendas muito boas, nesta semana. É claro que as coisas variaram dia a dia. Na segunda [1º], tivemos muito público e poucas vendas, mas as coisas se inverteram no dia seguinte e, a partir de quarta [3], tivemos equilíbrio. Se continuar dessa forma, poderemos recuperar os empregos perdidos. E nove de dada dez empresas seguiram os protocolos de segurança. Quem não estav cumprindo, foi orientado a fazer isso”, asseverou o presidente da CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), Ralph Assayag.

De acordo com o dirigente, os 70 dias de portas fechadas custaram 30 mil dos 390 empregos do comércio local. Em paralelo, 1.500 das 36 mil lojas encerraram as atividades em definitivo. Por esse mesmo motivo, e pelo fato de o programa de retomada das atividades ainda estar no começo, Assayag informa que fica difícil estabelecer uma projeção de vendas para o Dia dos Namorados.

“Tivemos uma quebra na série histórica com os números de 2020. É impossível fazer qualquer comparação com o ano passado, pois 70% das lojas ainda estão fechadas e, mesmo quando chegarmos ao final do mês, ainda estaremos com 20% das empresas sem poder abrir. Chutar um número diante dessa situação seria uma irresponsabilidade que prejudicaria o setor e muita gente”, desabafou.

Troca de presentes

Na mesma linha, o presidente da FCDL-AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Amazonas), Ezra Azury, assinala que muitos segmentos de serviços que atendem o mix do Dia dos Namorados ainda estão sem poder atender, prejudicando os números globais de vendas da data. “Tem o namorado que compra roupa para sair em um restaurante, que ainda está fechado. E tem a namorada que, antes de sair, gostaria de ir a um salão de beleza, que também não está funcionando, exemplificou. 

O dirigente pondera que, por atender potencialmente um público mais jovem do que o do Dia das Mães, o Dia dos Namorados pode compensar nas vendas online. “Mesmo assim, pela dificuldade de sair, tudo indica que a data vai acabar sendo limitada a uma troca de presentes, em festas com no máximo dez pessoas, para seguir as regras de segurança”, apontou.

Azury concorda, contudo, que a semana que se encerrou apresentou resultados promissores para o setor, especialmente para os segmentos de “variedades” e de “produtos para casa” e, em menor grau para os segmentos de calçados e confecções. “Tivemos vendas especialmente boas em lojas populares. Creio que isso se deve à liberação do dinheiro do auxílio emergencial. E o fato de muitos cidadãos estarem atentos aos protocolos nos ajuda muito”, opinou. 

Compensação e distanciamento

Em sintonia, o presidente em exercício da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens e Serviços do Amazonas), Aderson Frota, comemorou o retorno às atividades. Para o dirigente, os lojistas que costumam trabalhar com produtos para o Dia das Mães e que se viram frustrados pelo fechamento involuntário na época, podem até alcançar alguma compensação no Dia dos Namorados – em que pese a importância menor da data para o setor.

“É claro que não teremos números nem próximos aos do ano passado e devemos fechar uns 40% abaixo mesmo. Mas, a reabertura de parte das lojas ajudou o setor a sair do zero e entrar em um caminho que, esperamos, seja o da normalidade. No caso dos protocolos, por outro lado, as empresas estão sendo exemplares, com disposição de álcool em gel e pias, além de evitar aglomerações. Mas nem todo cidadão segue as regras e mantém o distanciamento social, por exemplo”, afiançou. 

Segurança aos colaboradores

Já o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ataliba David Antonio Filho, reforça também que o fato de alguns segmentos comerciais ainda não estarem incluídos neste primeiro ciclo de retorno deve prejudicar o desempenho do Dia dos Namorados. “Temos joalherias abertas, mas não lojas de bijuterias, que são mais baratas e atendem a um público maior, por exemplo. Mas, para quem estiver atendendo neste período, o volume de vendas será bom”, ponderou.

O dirigente também avalia que a semana inicial de reabertura rendeu bons resultados e garante que os lojistas não descuidaram das medidas de segurança necessárias para evitar o contágio da covid-19. “Tivemos boas vendas, pelo menos para as lojas de rua, pois não sei dizer como aconteceu nos shoppings. E todos seguiram os protocolos, com o uso de luvas e máscaras, além da demarcação dos espaços. O caminho é garantir o envolvimento e a segurança dos colaboradores, para garantir também o bom funcionamento da empresa”, concluiu.

Fonte: Jornal do Comercio

 Marco Dassori

As tecnologias que estarão em evidência na retomada

As tecnologias que estarão em evidência na retomada

Com o comércio sendo conduzido a um caminho de reabertura gradual dos negócios, o desafio para o varejista está em encontrar, ao mesmo tempo que busca uma equação que seja favorável para a reabertura, a criação de um ambiente de vendas que seja convidativo e acolhedor, sem abrir mão de fornecer todos os processos e mecanismos possíveis para que seus consumidores sintam-se seguros e aptos a voltarem a comprar.

Se os pequenos negócios vão precisar usar de pessoas e processos mais simples, como a disponibilização de álcool gel, o uso de termômetros de leitura rápida ou uma pessoa para controlar a entrada e saída de consumidores da loja, mantendo um número adequado de ocupação, é fato que muitos varejistas poderão buscar na tecnologia um apoio para a criação de ambientes que além da segurança, se mantenham produtivos e eficientes, buscando a minimização de custos e a maximização de resultados. Algo essencial para esse momento.

Em termos de tecnologias, os sistemas de vídeo analytics parecem ter encontrado seu grande momento. Compostos de câmeras e sensores dotados de inteligência artificial, estão sendo utilizados para questões que vão desde o controle de entradas e saídas de pessoas (por conta do controle de ocupação), passando até mesmo pelo emprego de câmeras térmicas, capazes de identificar a variação de temperatura dos consumidores, um dos importante indicadores no caso do novo coronavírus.

E o controle de pessoas não para somente no vídeo analytics. Uma novidade que veio à tona durante a pandemia está no controle de pessoas por sinal de celular, capaz de registrar comportamentos ou quantidades, sem a necessidade de se identificar os usuários, e que foi amplamente divulgada por entidades públicas que utilizaram o sistema para controle dos índices de isolamento da população. Algo que poderá ser utilizado, por exemplo, para entender a retomada em corredores comerciais e shopping centers.

Além disso, a necessidade de tecnologias que permitam o que em outro artigo chamei de “Touchless Retail”, estão na questão dos meios de pagamento. O reconhecimento facial, antes uma utopia para muitos negócios, passa a se tornar cada vez mais realidade e os exemplos em breve poderão ser vistos, com tecnologias que vem sendo oferecidas tanto por grandes players de mercado, como startups, e  que serão aplicáveis em questões que vão desde o reconhecimento de funcionários em empresas, substituindo os relógios de ponto, à tecnologias que permitirão que se pague uma conta sem a necessidade de dinheiro, cartão, ou senha.

Decorrente da expansão digital que a pandemia parece ter trazido, com uma estimativa de crescimento de até 30% no e-commerce em termos de canal, operações que facilitem a compra sem a necessidade de contato ou que promovam uma experiência cada vez mais rápida, como sistemas de drive-thru, áreas de “click & collect” (clique e retire), smart lockers (similares à vending machines), ou até mesmo lojas completamente automatizadas, à exemplo da Amazon Go nos Estados Unidos serão muito mais vistas já no segundo semestre no país, com diversas iniciativas tomando forma, em modelos que tomam forma como a recente Omnibox, que oferece uma interessante experiência, inicialmente sendo instalada em condomínios pela Grande São Paulo.

E se a venda ganhou novos caminhos, passando de uma venda passiva, para uma venda totalmente ativa, os canais das redes sociais nunca foram tão importantes para o varejo nesse momento. Já está havendo uma nova onda de softwares que auxiliam o controle, o direcionamento e uma melhor interatividade entre vendedores e consumidores através dessas ferramentas. Nos Eua, Hero e The Call List são duas startups que tem apoiado de forma interessante a conexão nesse sentido.

Boa parte desses novos caminhos e tecnologias serão tratados nessa sexta-feira (5), durante o webinar MC&Alerta, trazendo empresas como Boali, Telefonica/Vivo e Riachuelo contando um pouco sobre suas estratégias para esse momento. Não perca a oportunidade de participar, se inscrevendo aqui.

Se o mercado nunca pareceu tão difícil, e tão complexo, nunca houve tantas oportunidades para se inovar e buscar novos caminhos no negócio como hoje. E a tecnologia terá papel fundamental nessa retomada.

Um grande abraço e boas vendas!

Fonte: Mercado & Consumo

Por Caio Camargo -3 de junho de 2020

Reabrindo as portas! Retomando as vendas?

Reabrindo as portas! Retomando as vendas?

Estamos iniciando as flexibilizações no isolamento social e alguns segmentos de mercado já começam a ser autorizados a abrir as portas. Excelente notícia! A dúvida que ainda paira no ar é sobre o comportamento do consumidor nesse momento de retomadas das atividades. Será que teremos uma onda de clientes entusiasmados a sair de casa para “bater perna” e fazer compras? Ou teremos um comportamento mais resistente a sair de casa por ainda não haver vacinas e tratamentos regulamentados para o COVID-19?

Quando olhamos para outros países para verificarmos o comportamento na reabertura do comércio, percebemos que há uma tendência de redução de fluxo de clientes nas lojas. Importante ressaltar que a abertura do comércio lá ocorreu em um momento em que os números da pandemia demonstravam algum grau de controle sobre o contágio… e mesmo assim há sinais claros de acanhamento no comportamento dos consumidores.

Por aqui ainda temos fortes sinais de descontrole no contágio e, principalmente, na capacidade de atendimento dos doentes. Ainda temos dois fatores que diferem nosso país dos países europeus que já iniciaram a retomada das atividades com maior força. Aqui temos o inverno chegando e um poder de consumo ainda mais reduzido nesse momento.

Não tenho a intenção de desanimar lojistas e profissionais do varejo que estão ansiosos pela retomada. Também estou ansioso pela reabertura das portas! Precisamos recomeçar. Precisamos recuperar. Precisamos seguir! Minha preocupação é que tenhamos uma visão clara do que podemos fazer para que esse momento de retomada consiga ser seguro para as empresas e para os clientes.

Temos que ter segurança que as lojas seguirão rigorosamente os protocolos de segurança, mas será que as lojas terão treinamentos rigorosos sobre esse tema? Será que as equipes de atendimento serão disciplinadas para executarem os protocolos, normas e procedimentos de segurança estabelecidos? Minha resposta é SIM! Sim para as lideranças que entenderem que essa será uma condição de trabalho e investirem em treinamento, acompanhamento, mobilização e orientação sistemática de seus profissionais! Sairá na frente aqueles que transmitirem maior preocupação com a saúde da sociedade e pequenos procedimentos trarão grande diferencial para os consumidores decidirem onde entrarão para retomar suas atividades de compra.

Temos que ter segurança no potencial de resultados que podemos ter nesse primeiro momento. Será que as lojas fizeram seus planejamentos de vendas com os pés no chão? Será que adotaram novas práticas para que a loja tenha fluxo de clientes capaz de iniciar a recuperação das vendas perdidas nos últimos meses? Minha resposta é SIM! Sim para aqueles empreendedores que fizeram o dever de casa enquanto estavam com portas fechadas e refizeram seus planejamentos de resultado a cada novo cenário de reabertura e, sempre, considerando uma frequente reavaliação das linhas de custo em suas planilhas.

Minha resposta é sim para aqueles que, durante o isolamento social, criaram alternativas de manter a equipe em contato com os clientes, utilizaram seu CRM para estabelecer vínculo emocional com seus leais consumidores e, principalmente, inovaram na maneira de se comunicar por canais digitais (mesmo que tenha sido de uma forma simples e de baixo investimento, utilizando redes sociais).

Terá mais sucesso quem entender que a reabertura das portas e retomada das atividades não representa que entramos no período pós-pandemia. Estamos em período de pandemia e com o inconsciente das pessoas fortemente direcionado à sobrevivência mudando nossos hábitos. Quem incorporar novos procedimentos que transmitam preocupação com a saúde dos outros ganhará mais saúde para si, para seu negócio. É a lei de retorno… dos clientes às compras!

Fonte:Mercado & Consumo

Por Luiz Guilherme Baldacci -4 de junho de 2020

Supermercadistas irão ampliar o quadro de funcionários em 2020

Supermercadistas irão ampliar o quadro de funcionários em 2020

Associação Paulista de Supermercados (APAS) realizou uma pesquisa com seus associados para saber a confiança dos mesmos sobre volume de vendas, contratações, juros, inflação e governos estadual e federal.

No geral, o supermercadista enxerga o cenário atual com neutralidade registrando um índice de 44%. Quando questionados sobre a perspectiva de vendas futuras, 64% dos associados acreditam em crescimento, porém esse número registra uma queda pelo terceiro mês consecutivo.

Quanto ao cenário atual, a esperança de crescimento atinge 45%, 15 p.p maior que janeiro

Para o economista da APAS, Thiago Berka, um dos pontos que merece atenção é que há uma boa perspectiva de aumento no quadro de funcionários.

“Em janeiro, apenas 40% dos associados acreditavam em contratações. Em fevereiro este número subiu para 64%. Validando este cenário, os participantes da pesquisa sinalizam que apenas 9% acredita em uma ‘onda’ de demissões”, explica.

No campo governamental, 80% dos supermercadistas se dizem satisfeitos com o governo federal e apenas 30% com o estadual.

Tabela APAS

Fonte: Por Imprensa Mercado & Consumo -2 de março de 2020

O que fazer para manter um negócio ativo?

O que fazer para manter um negócio ativo?

Grandes nomes de empresas importantes para o Brasil subiram ao palco do Retail Trends Pós NRF, em São Paulo, para falarem sobre as tendências globais aplicadas ao varejo. Entre eles, Marcelo Silva, vice-presidente Conselho de Administração do Magazine Luiza; Juliano Ohta, diretor-geral da Saint-Gobain (Telhanorte/Tumelero); Lindolfo Martin, fundador e presidente da Multicoisas; Paulo Serrano, diretor de Varejo da Natura/The Body Shop; e Elio Silva, diretor executivo de Marketing da Riachuelo.

Marcelo Silva, vice-presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, afirma que o nosso problema de competitividade envolve a mão de obra pouco qualificada. A curto prazo, segundo ele, reformas são as soluções para a economia crescer e, por consequência, para o varejo crescer.

“Muitos clientes são, hoje, práticos”, coloca Juliano Ohta, diretor-geral da Saint-Gobain. E essa praticidade de quem consome envolve muito o segmento de moda. Já Elio Silva, diretor executivo de Marketing da Riachuelo comenta que o consumidor, hoje, está muito preocupado com sustentabilidade, conectividade com o propósito da marcada, jornada e expectativas, digitalização, entre outros.

Lindolfo Martin, fundador e presidente da Multicoisas falou da importância da tecnologia para o mercado, atual.  “Uma empresa que constrói conhecimento e valoriza as pessoas tem muito mais chance de crescer”. A Universidade Multicoisas é um grande exemplo disso. O ambiente positivo de trabalho também é extremamente importante.

“Ter um propósito dá mais trabalho”, afirmou Paulo Serrano, diretor de Varejo da Natura/ The Body Shop. Então, escolher um bom propósito para estrutural a empresa e manter a alma do negócio é um enorme desafio, mas que vale muito a pena.

Por Imprensa Mercado & Consumo -6 de fevereiro de 2020129

Perdas com ruptura chegam a 53 bilhões de reais no varejo alimentar.

Perdas com ruptura chegam a 53 bilhões de reais no varejo alimentar.

Se fosse uma rede, ocuparia a terceira colocação no ranking do setor

ruptura manteve-se praticamente estável no ano passado. O índice foi de 10,08%.  Aplicando o percentual sobre o faturamento estimado do setor por SA Varejo, as perdas com falta de produto alcançam R$ 53 bilhões. Seria a terceira rede no ranking do autosserviço brasileiro, um posto acima do que ocupava nos anos anteriores à crise.

Nesse período, de acordo com a Neogrid, a taxa girava em torno de 8%. A crise e o menor patamar de consumo fizeram o varejista reduzir investimentos em estoque, elevando ruptura para casa de dois dígitos. 

“Quando comparamos a média anual de 2019 e 2018 percebemos que a falta de produtos vem estabilizando em 10%, apesar de 2018 ter apresentado vários meses com índices de 9%. Se, por um lado, a estabilidade pode ser vista como algo positivo dada a crise que atravessamos, por outro lado, não podemos esquecer que os números ainda não são bons”, afirma Robson Munhoz, diretor de Customer Success da Neogrid.

O executivo acrescenta que o atual patamar ainda não é bom. “Poderíamos trabalhar com uma margem melhor, afinal ruptura representa perda de dinheiro e perda de lucratividade do varejista. Temos potencial como País para melhorar esse cenário”, finaliza.

Fonte: SA.Varejo

Por Alessandra Morita – alessandra.morita@savarejo.com.br – 06/02/2020

TENDENCIAS DO VAREJO 2020.

TENDENCIAS DO VAREJO 2020.

Artigo: Previsões para 2020

* Antonio Carlos Ascar

Essas são as previsões feitas pela consultoria internacional CBRE, com sede em Los Angeles, em seu relatório “2019 Food in Demand”. Nele ela faz onze previsões para o setor supermercadista americano para a próxima década. Há uma antiga afirmativa que diz que “tudo o que é bom para os americanos é bom para os brasileiros”. Em sendo verdade, acho bom ficarmos de olho nessas previsões. Veja o que serve para sua empresa e vá pensando, repensando e planejando suas ações

A análise observou que, enquanto os varejistas de supermercados estão se esforçando para se adaptar às mudanças das preferências dos consumidores, com novos formatos de lojas, automação e demanda por serviços de entrega, os investidores imobiliários parecem querer manter o supermercado como ancora de  shopping centers, por exemplo, devido ao constante crescimento de suas vendas e à pouca penetração do comércio eletrônico neles  comparada a penetração em outras categorias de varejo.

“A loja física continuará a existir e a ser o centro de vendas de alimentos, mas seu formato e função serão reformulados por vários fatores nos próximos anos”, de acordo com Melina Cordero, chefe global de pesquisa de varejo da CBRE. “Os operadores de supermercado devem diversificar sua oferta para competir melhor, o que levará a formatos variados de lojas para diferentes mercados, sortimentos não tradicionais e um foco ainda maior na conveniência do cliente”.

Nelas, os formatos pequenos parecem que hoje, têm muito mais a oferecer. As lojas só precisam entrar nesta nova era moderna do varejo.

 O Amazon Go apresenta seu formato “Just Walking Out”

1. Na próxima década, a fila de caixas no supermercado desaparecerá. 

As inovações tecnológicas, em dez anos, substituirão a tradicional linha de caixas. Os avanços tecnológicos incluem, em carrinhos com scanners de código de barras e swipers de cartão de crédito, aplicativos de pagamento      

pagamento móvel, sensores e câmeras de peso e robôs de varredura de mercadorias. A CBRE acrescentou que o rastreamento de inventário ocorrerá nas prateleiras, e o espaço dos checkouts liberados pode ser usado para outras funções como coleta de compras.

Assim sem o escaneamento nas caixas os clientes compram e pagam sem aguardar em uma fila de caixa. Empresas estão usando essa tecnologia para rastrear compras usando câmeras aéreas que acompanham os clientes em toda a loja e sensores inteligentes de prateleiras que rastreiam quando os itens são selecionados ou recolocados nas prateleiras.

Muitas mercearias estão concentrando na calçada a coleta das mercadorias compradas.

2. Vendas online, nos supermercados chegarão de 5% a no máximo 10% até 2022 – alterando, mas não substituindo, as lojas físicas.

Embora a fatia de mercado das compras on-line cresça nos próximos cinco anos, os custos e os desafios operacionais da logística de alimentos a manterão bem menor que as vendas online da   maioria das outras categorias de varejo, de acordo com a CBRE. As lojas físicas permanecerão importantes para as vendas e os lucros, mas o layout, o design, os produtos e os serviços das lojas mudarão à medida que as estratégias omnichannel forem implementadas.

3. O crescimento do comércio eletrônico diferirá entre locais urbanos, suburbanos e rurais.

Enquanto os varejistas lidam com seus problemas físicos, os custos de entrega das vendas online permanecem como o principal obstáculo para a expansão desse mercado, apontou a CBRE. “Os supermercados vêm experimentando diferentes modelos de logística para crescer on-line”, afirma o relatório. “O modelo ideal para compras on-line provavelmente variará de acordo com a localização da loja. Devem surgir experiências e parcerias adicionais para resolver essa logística.

4. As principais redes crescerão mais com supermercados focados em conveniência.

Os maiores players do setor vêm um forte potencial de crescimento na operação de lojas menores em áreas urbanas e densas com foco em oferecer como refeições preparadas. Os exemplos citados no relatório incluem o Express Mart da Kroger, o Fast & Fresh da Hy-Vee, o GreenWise Market da Publix, o Giant Heirloom da Ahold Delhaize USA, o Lidl Express da Lidl e o Sam’s Now do Sam’s Club.

Lojas pequenas como o GreenWise Market da Publix estão atraindo mais o interesse dos compradores.

As redes percebem que perderão vendas para outros players se não se concentrarem na conveniência e na boa experiência do cliente, particularmente diminuindo seu tempo de permanência na loja.

5. As vendas no varejo de supermercado crescerão firmes nos próximos cinco anos.

O relatório informa que as vendas dos supermercados em todos os seus formatos, de supermercados convencionais a clubes de compra, totalizaram US $ 743 bilhões em 2018, um aumento de 3,5% contra 5% no varejo em geral. “Embora o crescimento das vendas de supermercado raramente exceda o crescimento geral do varejo, quase nunca diminui”, observou a CBRE. “Reforçando essa estabilidade, a baixa penetração do comércio eletrônico na alimentação manteve a maior parte do crescimento nas lojas físicas e manteve as margens de lucro que foram reduzidas em muitos segmentos de produtos leves”.

6. Formatos não tradicionais e os especiais terão o maior crescimento do mercado.

Os supermercados ainda detêm a maior parcela dos gastos com alimentos e bebidas, mas outros formatos estão crescendo rapidamente – principalmente, nos Estados Unidos, os supercenters, que aumentaram a participação no mercado de 7% em 1997 para 22% em 2017, enquanto os supermercados convencionais viram sua participação diminuir de 71 % a 58% nesse período. Os clubes atacadistas os grandes discounters como Aldi e Lidl e os supermercados especializados como Trader Joe’s, todos aumentaram o calor da competição com preços atraentes e fortes marcas próprias.

7. As redes irão reinvestir fortemente nas suas lojas.

As grandes operadoras de supermercados anunciaram planos amplos de remodelação e reformulação de parte de suas lojas nos EUA para afastar toda a concorrência tradicional ou não. O relatório disse que alguns desses investimentos destinadas a melhorar a tecnologia nas lojas e os serviços omnichannel.

8. A concentração deve continuar à medida que a escala e investimentos se tornarem mais importantes para o crescimento.

Durante os próximos cinco anos, a pressão por preços competitivos, o crescimento da concorrência e do comércio eletrônico exigirão que os varejistas realizem investimentos significativos. “Aqueles com caixa para investir e com escala física para atingir milhões de famílias de maneira eficiente têm uma vantagem distinta”, de acordo com a CBRE. “Como tal, espera-se que as grandes redes continuem adquirindo as redes menores e regionais”.

O Kroger está entre os varejistas que implantam uma conveniente tecnologia de pagamento.

9. As refeições preparadas ganharão mais espaço.

As preferências do consumidor estão tendendo para produtos heat-and-eat (esquente e coma) pela facilidade de preparar. “Uma forte evolução em direção a refeições preparadas – onde o cliente simplesmente reaquece a refeição – pode ser mais lucrativa, pois atende à crescente demanda dos consumidores por conveniência, provoca perda de participação no mercado de alimentos e bebidas em restaurantes e proporciona margens mais altas”, afirma o relatório.

10. Agregar outros negócios, junto a loja a ajudará a crescer

Para compensar os custos de entrega, os varejistas adicionarão produtos e serviços com margens mais altas. Enquanto muitos já adicionaram a loja refeições pré-preparadas e restaurantes, eles também estão pensando em como agregar um outro negócio a loja.          

“Parcerias com uma marca fortes de academia, alguma marca voltada para a saúde e estilo de vida apresentam oportunidades particularmente boas para o supermercado”.

11. Os negócios de Vendas diretas ao consumidor é uma ameaça marginal

O relatório observou que, em alguns casos, as empresas de bens de consumo embalados (CPG) podem oferecer preços 30% mais baixos do que nos supermercados, além da comodidade da venda on-line. Se eles continuarem a investir nessas vendas diretas ao consumidor, os supermercados precisam enfrentar o problema da perda de vendas com ações concentradas em serviço e uma boa experiência na loja.

Fonte: www.abras.com.br

Saiba quais as principais estatísticas sobre treinamento e desenvolvimento.

Saiba quais as principais estatísticas sobre treinamento e desenvolvimento.

Conseguir sucesso nos negócios é uma missão que, entre as mais variadas dependências, o preparo dos colaboradores da empresa está entre as mais importantes.

Exatamente por essa influência, o T&D (treinamento e desenvolvimento) é o caminho ideal para que as empresas consigam atingir seus objetivos e, para qualquer obstáculo que surgir, possam superá-lo e caminhar cada vez mais para o topo.

Essa necessidade se aplica a qualquer segmento. Seja o responsável por realizar a locação de geradores, instalar uma soleira de mármore ou o que trabalhar com a reciclagem de eletrônicos, o treinamento é indispensável.

Pensando nisso, separamos este conteúdo para falar sobre a importância da área de treinamento e desenvolvimento para o sucesso da empresa. Confira!

Saiba como é o treinamento e desenvolvimento das empresas

Mesmo que no meio corporativo as duas palavras possam ser consideradas sinônimos em muitas situações, o treinamento e o desenvolvimento são ações distintas e são feitas com diferentes finalidades dentro de uma empresa.

O treinamento se baseia na capacitação, orientada para o presente e objetivando mudanças em curto prazo. Por isso, é um método elaborado e aplicado em horas, dias ou, no máximo, semanas.

Por outro lado, o desenvolvimento é uma estratégia contínua de aprendizado. Ela promove transformações e aperfeiçoamento em médio e longo prazo, tanto para o colaborador e seus resultados quanto para a equipe de modo geral.

Dessa forma, podemos dizer que o treinamento tem como objetivo direcionar e preparar o profissional para as ações a serem feitas, tendo em vista o imediatismo. O desenvolvimento rende frutos depois de um certo tempo, embora também seja acompanhando no dia a dia.

Entenda as vantagens de treinamento e do desenvolvimento

Além do fato de sustentar o negócio e dar uma dimensão do patamar que pode ser alcançado, o desenvolvimento promove engajamento da equipe e a mantém motivada em muitos aspectos.

Fora isso, com o desenvolvimento das pessoas é uma boa oportunidade de trocar experiências com outros profissionais. Esse processo incentiva os colaboradores a terem posturas e comportamentos de acordo com o exigido no âmbito profissional.

Já o treinamento permite que os colaboradores sejam capacitados, entendendo os valores, políticas e filosofia da instituição que trabalham.

Esses detalhes, informações e os conhecimentos obtidos no treinamento de equipe que influenciarão no desempenho das atividades, fazendo com que tudo seja realizado de acordo com as normas do empreendimento.

Tenha um setor de T&D em seu negócio

Como vimos ao longo deste conteúdo, o treinamento e desenvolvimento é importante para o sucesso das empresas. O que achou das nossas informações?

Embora um complemente o outro em muitos aspectos, as características que os tornam diferentes são igualmente importantes para a empresa e colaboradores. Por isso, treinamento e desenvolvimento são duas coisas diferentes em uma empresa.

Enquanto o treinamento visa uma capacitação e preparo imediato do profissional para as atividades de curto, médio e longo prazo, o desenvolvimento diz respeito a toda essa curva de aprendizado que ocorre nesse período, basicamente.

Dessa forma, podemos dizer que um bom programa de treinamento e desenvolvimento de pessoas é capaz de causar impactos positivos nos resultados das empresas, algo que justifica a valorização cada vez maior desse serviço.

Fonte: Assessoria do Soluções Industriais em parceria com o blog Negócios em Foco. ( 27/01/2020 )

Carrefour tem alta de 11,5% em vendas no quarto trimestre de 2019

Carrefour tem alta de 11,5% em vendas no quarto trimestre de 2019

Carrefour Brasil avançou 11,5% no quarto trimestre de 2019, totalizando R$ 17,6 bilhões em vendas brutas no período. A operação de varejo – composta por supermercados e hipermercados – cresceu 12,8%, enquanto a bandeira Atacadão registrou alta de 10,8%.

Na avaliação da rede, medidas adotadas desde 2018 no segmento de varejo, sobretudo em relação a preço e sortimento, têm surtido efeito. Nos últimos dois anos, o Carrefour passou a ser mais agressivo nas campanhas voltadas a seus hipermercados.

As vendas totais de lojas abertas pelo Carrefour há mais de um ano subiram 7,8% no último trimestre do ano passado. De acordo com relatório divulgado pela companhia, foi o maior avanço no conceito “mesmas lojas” para um quarto trimestre dos últimos cinco anos.

Considerando apenas a operação de atacarejo, o crescimento em “mesmas lojas” do Atacadão foi de 5,5% entre outubro e dezembro de 2019.

Fonte: Mercado & Consumo

Por Imprensa Mercado & Consumo -27 de janeiro de 2020