Vendas no varejo crescem no AM



Por: Cíntia Valadares
12 Set 2017, 19h40
Crédito:Walter Mendes


O Amazonas apresentou crescimento no volume do comércio varejista de 3% na comparação com o mês anterior, e já acumula crescimento em  cinco dos sete meses do ano, ficando em 1º lugar no ranking dos estados que mais cresceram neste período, o resultado faz parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Na comparação com o mês anterior, em julho, o comércio amazonense teve o melhor desempenho do país; tendo Santa Catarina (2,4%) e   Roraima (2,2%) com a segunda e a terceira posição. Nessa mesma comparação, em 2017, o Amazonas ocupa a terceira colocação com 5% de crescimento; atrás apenas de Santa Catarina (13,1%) e Alagoas (7,6%).


Assim, tanto o volume de vendas como a receita nominal, tiveram bom desempenho no mês de Julho em ambas as comparações: mês anterior  ou igual mês do ano anterior. O bom desempenho das vendas no mês reforça a tendência de que 2017 será bem melhor do que foi 2016.
Segundo a pesquisa, o comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou variação de 15,2% em relação a igual mês do ano anterior. Assim já acumula crescimento de 9,3% em 2017 e 4,1% nos  últimos doze meses.


O superior desempenho do comércio varejista ampliado em relação ao comércio normal, indica que dois importantes ramos do comércio estão tendo boas vendas: veículos e material de construção. A melhoria dessas duas atividades comerciais demonstra uma mudança de postura do consumidor, tanto na aquisição de um bem valioso (veículo) quanto no investimento para construção. Mas segundo o presidente da Federação da Câmara dos Dirigentes Lojistas (FCDL), Ezra Benzion, o Amazonas foi um dos estados que mais sofreram queda nas vendas do comércio em todo o Brasil, e é normal que haja uma recuperação um pouco mais fortes para tentar se igualar ao restante do país. "Mas a melhora do comércio não vem sozinha, ela vem com a melhora no desempenho da indústria, do agronegócio, o único setor que ainda não se
recuperou, foi o de serviços", comentou.


De acordo com Benzion, para que os números do Estado fiquem equiparados, é necessário que se volte a crescer como nos anos de 2013 e 2014, pois nos últimos anos o Amazonas está apresentando apenas quedas em vendas. "Nossa expectativa é que as coisas melhorem, porque nós estamos vivendo dois anos de recessão, então melhorar três por cento em cima de uma base ruim não quer dizer muita coisa, esse resultado nos dá um alento, mas está longe de ser considerado um crescimento considerado para o Amazonas", frisou.


Contratações no comércio


Para o presidente da FCDL, o aumento nas vendas do varejo ainda não pode se refletir em contratações para o comércio. Pois além dos tempos de crise, muitos empresários estão esperando chegar o mês de novembro, para iniciar as contratações de acordo com as novas leis da Reforma Trabalhista. "Esse resultado tem mais a ver com venda de produtos em estoque, do que de aumento de compras de novos produtos, e tudo isso foi motivado pela liberação do saldo das contas inativas do FGTS, isso movimentou a economia, porém, para o dia das crianças que é  considerada a terceira melhor data de vendas do comércio, as contratações vão acontecer de forma tímida, o grande 'boom' das contratações será mesmo a partir de novembro para as compras de final de ano", explicou Benzion.


Dados Nacionais


De acordo com a pesquisa o volume do comércio varejista nacional repetiu no mês de julho de 2017, o mesmo patamar do mês anterior, após acumular 2,2% em três meses consecutivos de expansão, na série com ajuste sazonal. Mesmo com o comportamento positivo dos últimos meses, o patamar das vendas de julho de 2017 encontra-se 8,7% abaixo do nível recorde alcançado em novembro de 2014.


O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo está entre os três que mais avançaram nas vendas e teve variação de 0,7%, entre junho e julho. Os outros destaques foram tecidos, vestuário, calçados (0,3%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,4%). O setor de combustíveis e lubrificantes registrou queda (-1,6%) na mesma comparação, como também artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%) e artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%). Os três pressionaram negativamente o indicador do comércio varejista de julho.