Carnaval exige estratégias distintas antes, durante e depois da folia

O Carnaval exige uma leitura estratégica que vai além dos dias de pico. Um estudo recente mostra que tratar o período como um único momento de alta demanda reduz eficiência operacional e compromete margens, enquanto resultados mais consistentes vêm da gestão diferenciada do pré, do durante e do pós-folia.

 

No pré-Carnaval, o consumo é mais exploratório, com maior diversidade de produtos e tíquete médio de R$ 56,90. Essa fase é estratégica para ajustes de mix, calibração de estoques e preparação das equipes. Já durante os dias oficiais da festa, o fluxo aumenta de forma abrupta, mas o tíquete médio cai cerca de 12%, para R$ 48,90, com forte concentração em itens de giro rápido, especialmente bebidas, que respondem por cerca de 64% do consumo.

 

No pós-Carnaval, o movimento diminui, porém o tíquete médio cresce aproximadamente 55% em relação ao auge da folia. Alimentos passam a ganhar mais espaço no mix, contribuindo para maior previsibilidade e recomposição das margens. O estudo também aponta diferenças demográficas: jovens impulsionam volume e frequência no pico, enquanto consumidores mais maduros elevam tíquete e diversidade fora dele.

 

A análise, baseada em 125 operações de diferentes portes em todo o País, revela ainda que, embora a maioria seja de pequeno porte, operações médias e grandes concentraram cerca de 60% do faturamento total, especialmente antes e depois do Carnaval, reforçando a importância de estratégias segmentadas ao longo de todo o ciclo da festividade.

Fonte: SuperHiper

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