Do açougue ao caixa: os 5 setores mais afetados pela Reforma Tributária no varejo

Nem todos os setores do supermercado serão impactados da mesma forma. Entenda onde a Reforma Tributária vai mexer mais — e como se preparar para evitar surpresas no caixa.

O novo cenário tributário do varejo alimentar

A Reforma Tributária está redesenhando as regras do jogo para quem atua no comércio.

Com a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por dois novos — IBS e CBS —, o sistema promete ser mais simples, mas também mais transparente e menos flexível.

Isso significa que cada setor do supermercado pode sentir o impacto de forma diferente, dependendo da margem, regime de tributação e origem das mercadorias.

A seguir, veja os 5 setores que mais merecem atenção nesta nova fase.

  1. Açougue e Frios: alta complexidade de produtos e origem

Produtos de origem animal exigem atenção especial na rastreabilidade e classificação fiscal.

As diferenças de alíquotas entre produtos processados e in natura podem alterar o custo final.

É essencial revisar cadastros NCM e CFOP para garantir crédito tributário correto.

 Dica: reforce o controle de fornecedores e certifique-se de que todos emitem notas adequadas ao novo modelo.

  1. Padaria e Confeitaria: produção própria e créditos tributários

Itens produzidos internamente terão tratamento diferente dos industrializados.

O aproveitamento de créditos sobre insumos usados na fabricação (farinha, fermento, embalagens etc.) será fundamental para manter a margem.

Pequenos erros de classificação podem gerar perda de créditos.

 Dica: revise sua ficha técnica e garanta que o sistema contábil capture todos os insumos utilizados.

  1. Hortifruti: isenções parciais e risco de distorções

Frutas, legumes e verduras tendem a manter alíquotas reduzidas ou isenções, mas a falta de uniformidade nacional pode gerar confusão.

A gestão de fornecedores regionais deve ser ajustada para garantir notas compatíveis com o IBS.

 Dica: acompanhe a regulamentação estadual e municipal — as exceções podem variar no Amazonas.

  1. Perfumaria e Limpeza: produtos com maior tributação

Itens de higiene e limpeza, muitas vezes com alto ICMS, poderão ter aumento de carga no modelo unificado.

O desafio será repassar esse custo sem perder competitividade.

 Dica: negocie com fornecedores e revise o mix de produtos para equilibrar preço e margem.

  1. Frente de Caixa e Serviços: tecnologia e conformidade

O ponto mais sensível será o sistema de emissão de notas e integração contábil.

A automação fiscal precisará acompanhar as novas regras em tempo real — qualquer falha pode gerar rejeição de notas ou multas.

Dica: invista em atualização de software e treinamento da equipe de caixa e administrativa.

O papel da gestão contábil nessa transição

Com o novo modelo, o supermercado que quiser manter a saúde financeira precisa revisar cadastros, simular cenários e atualizar processos.

O contador se torna um parceiro estratégico, capaz de identificar oportunidades de crédito, reduzir riscos e ajustar o preço final dos produtos.

AMASE + Bono Conta: juntas pelo fortalecimento do varejo amazonense

A AMASE e a Bono Conta estão acompanhando de perto os impactos da Reforma Tributária no setor supermercadista.

Nos próximos informativos, traremos checklists, cases práticos e orientações personalizadas para que o seu negócio esteja pronto para as mudanças.

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