

Trazendo todas as novidades do varejo alimentar para o mercado amazonense.
Nem todos os setores do supermercado serão impactados da mesma forma. Entenda onde a Reforma Tributária vai mexer mais — e como se preparar para evitar surpresas no caixa.
O novo cenário tributário do varejo alimentar
A Reforma Tributária está redesenhando as regras do jogo para quem atua no comércio.
Com a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por dois novos — IBS e CBS —, o sistema promete ser mais simples, mas também mais transparente e menos flexível.
Isso significa que cada setor do supermercado pode sentir o impacto de forma diferente, dependendo da margem, regime de tributação e origem das mercadorias.
A seguir, veja os 5 setores que mais merecem atenção nesta nova fase.
Produtos de origem animal exigem atenção especial na rastreabilidade e classificação fiscal.
As diferenças de alíquotas entre produtos processados e in natura podem alterar o custo final.
É essencial revisar cadastros NCM e CFOP para garantir crédito tributário correto.
Dica: reforce o controle de fornecedores e certifique-se de que todos emitem notas adequadas ao novo modelo.
Itens produzidos internamente terão tratamento diferente dos industrializados.
O aproveitamento de créditos sobre insumos usados na fabricação (farinha, fermento, embalagens etc.) será fundamental para manter a margem.
Pequenos erros de classificação podem gerar perda de créditos.
Dica: revise sua ficha técnica e garanta que o sistema contábil capture todos os insumos utilizados.
Frutas, legumes e verduras tendem a manter alíquotas reduzidas ou isenções, mas a falta de uniformidade nacional pode gerar confusão.
A gestão de fornecedores regionais deve ser ajustada para garantir notas compatíveis com o IBS.
Dica: acompanhe a regulamentação estadual e municipal — as exceções podem variar no Amazonas.
Itens de higiene e limpeza, muitas vezes com alto ICMS, poderão ter aumento de carga no modelo unificado.
O desafio será repassar esse custo sem perder competitividade.
Dica: negocie com fornecedores e revise o mix de produtos para equilibrar preço e margem.
O ponto mais sensível será o sistema de emissão de notas e integração contábil.
A automação fiscal precisará acompanhar as novas regras em tempo real — qualquer falha pode gerar rejeição de notas ou multas.
Dica: invista em atualização de software e treinamento da equipe de caixa e administrativa.
O papel da gestão contábil nessa transição
Com o novo modelo, o supermercado que quiser manter a saúde financeira precisa revisar cadastros, simular cenários e atualizar processos.
O contador se torna um parceiro estratégico, capaz de identificar oportunidades de crédito, reduzir riscos e ajustar o preço final dos produtos.
AMASE + Bono Conta: juntas pelo fortalecimento do varejo amazonense
A AMASE e a Bono Conta estão acompanhando de perto os impactos da Reforma Tributária no setor supermercadista.
Nos próximos informativos, traremos checklists, cases práticos e orientações personalizadas para que o seu negócio esteja pronto para as mudanças.
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