Atacarejo, omnicanalidade e dados: o jogo no varejo alimentar mudou
O varejo alimentar brasileiro vive uma mudança estrutural impulsionada por novos hábitos de consumo. Segundo análise do estudo State of Grocery, da McKinsey & Company em parceria com a Kantar, o consumidor passou a adotar escolhas compensatórias: economiza nos itens básicos para manter o acesso a produtos premium, refletindo ainda o impacto recente da inflação.
Nesse cenário, o atacarejo segue relevante, já representando quase metade do faturamento do setor, mas entra em uma nova fase. O crescimento, antes sustentado pela expansão acelerada, agora exige evolução da proposta de valor, com inclusão de serviços, maior conveniência e melhor leitura do comportamento do cliente — sem perder eficiência operacional.
A jornada de compra também se transformou. O consumidor está mais fragmentado: compra menos por visita, mas frequenta mais canais. Em 2025, metade dos brasileiros transitou por mais de oito canais diferentes, com o digital ganhando protagonismo na pesquisa e comparação de preços. No entanto, o e-grocery traz desafios importantes, especialmente nos custos logísticos, que pressionam margens.
Diante desse novo jogo, dados e Inteligência Artificial ganham papel central. Estratégias como personalização de ofertas, integração entre físico e digital e expansão para novas categorias e serviços deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos básicos para competir em um ambiente mais complexo, dinâmico e orientado por valor.
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