3 tendências silenciosas no comportamento do consumidor que os supermercados estão ignorando

A imagem mostra uma mulher sorridente usando um smartphone enquanto faz compras em um supermercado.

 

As tendências silenciosas no comportamento do consumidor no varejo supermercadista já estão influenciando as decisões de compra, mesmo sem chamar atenção. 

O cliente continua entrando na loja, enchendo o carrinho e procurando ofertas, mas faz tudo isso de um jeito diferente. Compra com mais frequência, pesquisa preços pelo celular, valoriza produtos regionais e espera encontrar conveniência em cada etapa da jornada.

Essas mudanças costumam acontecer aos poucos, por isso nem sempre são percebidas. Quando o supermercado demora a identificá-las, perde oportunidades de aumentar o giro dos produtos, melhorar a experiência de compra e fortalecer o relacionamento com os clientes.

A seguir, você vai conhecer três tendências que estão redesenhando o comportamento do consumidor, entender como elas impactam o ponto de venda e descobrir quais ajustes podem gerar resultados para a operação antes da concorrência. Veja!

Leia também: Atacarejo, omnicanalidade e dados: o jogo no varejo alimentar mudou

Por que monitorar o “shopper silencioso” é a chave para a lucratividade no varejo atual?

Nem toda mudança no varejo acontece de forma visível. Pequenos hábitos do consumidor podem alterar a forma de comprar e impactar os resultados da loja antes mesmo de aparecerem nos indicadores.

Hoje, o shopper pesquisa ofertas antes de sair de casa, consulta promoções pelo WhatsApp, compara preços pelo celular enquanto percorre os corredores e escolhe marcas de acordo com a experiência que encontra.

Esse comportamento acompanha a evolução da jornada de compra híbrida. Segundo o Observatório de Negócios do Sebrae, grande parte dos consumidores pesquisa produtos na internet antes da compra e utiliza diferentes canais para comparar informações e avaliar marcas, reforçando a integração entre a experiência física e a digital. 

Para acompanhar esse movimento, vale observar questões como:

  • Os clientes estão comprando menos itens por visita?
  • Quais categorias têm maior frequência de reposição?
  • As ofertas digitais estão levando mais pessoas à loja?
  • Os produtos regionais ganharam espaço no carrinho?
  • O layout facilita compras rápidas?

Essas respostas ajudam a identificar tendências com antecedência e criar uma experiência de compra mais alinhada ao comportamento do consumidor no ponto de venda.

As 3 mudanças de hábito que estão redesenhando o Ponto de Venda (PDV)

O consumidor continua buscando preço, mas essa deixou de ser a única variável da decisão de compra. Conveniência, praticidade, identidade regional e personalização ganharam espaço e passaram a influenciar o comportamento dentro da loja.

Essas mudanças podem parecer discretas no dia a dia, mas afetam o planejamento de compras, o mix de produtos, o layout do supermercado e as estratégias de relacionamento com o cliente. 

Entender esse movimento é um passo importante para adaptar a operação às novas expectativas do mercado.

1. O fim da “compra do mês” e a migração para a conveniência de reposição hiperlocal

Durante muito tempo, era comum que as famílias concentrassem as compras do mês em uma única visita ao supermercado. Hoje, esse comportamento perdeu força.

Mudanças no orçamento doméstico, famílias menores e uma rotina mais dinâmica estimularam um modelo baseado em compras de reposição. 

Em vez de abastecer a despensa de uma só vez, muitos consumidores preferem voltar à loja diversas vezes ao longo da semana para comprar apenas o necessário.

Esse movimento aumenta a importância da conveniência e das compras de reposição, especialmente em supermercados de bairro e lojas de proximidade. 

Produtos de alta saída precisam estar sempre disponíveis, o fluxo dentro da loja deve ser simples e o abastecimento precisa acompanhar uma demanda mais constante.

Para o supermercadista, isso significa olhar com atenção para o giro de estoque, a organização das categorias e o layout de fluxo rápido. Quando o cliente encontra facilidade para entrar, comprar e sair, as chances de retorno aumentam significativamente.

2. O orgulho regional: a busca silenciosa por marcas amazônicas e frescor no FLV

O consumidor está cada vez mais atento à origem dos produtos. Além de preço e qualidade, cresce o interesse por alimentos produzidos na região, principalmente nas categorias de FLV, pescados e itens típicos como açaí, cupuaçu e tucumã.

Esse movimento acompanha a busca por alimentos mais frescos, o consumo consciente e a saudabilidade, além da valorização da produção local. 

Para o supermercado, é uma oportunidade de fortalecer a regionalidade e as marcas amazônicas, criando uma experiência mais conectada com o público.

Vale observar, por exemplo:

  • Os produtos regionais têm destaque nas gôndolas?
  • O mix acompanha os hábitos de consumo da região?
  • O setor de FLV transmite frescor e qualidade?
  • A comunicação valoriza a origem dos produtos?

Pequenos ajustes na exposição e na comunicação ajudam a aumentar o giro dessas categorias e fortalecer a percepção de qualidade da loja.

3. A digitalização invisível na gôndola: o encarte no WhatsApp e a caça por ofertas personalizadas

O consumidor está na loja, mas o celular também faz parte da compra. Antes de colocar um produto no carrinho, ele consulta ofertas, abre o aplicativo do supermercado, verifica descontos ou compara preços.

Esse é o comportamento da jornada de compra phygital, em que a experiência física e a digital se complementam. Enquanto está na loja, o consumidor também usa sites e aplicativos de supermercados para consultar ofertas, comparar preços e decidir quais produtos levar para casa. 

Por isso, recursos como o encarte digital, as ofertas via WhatsApp e os programas de fidelidade ganham cada vez mais espaço.

A personalização de ofertas e o CRM para supermercados também fazem diferença. Com base no histórico de compras, é possível oferecer promoções mais relevantes para cada cliente, aumentando as chances de conversão e fidelização.

Essas informações ainda fortalecem o shopper marketing no varejo, ajudando o supermercado a entender o comportamento de compra na gôndola e criar ações mais alinhadas ao perfil do consumidor.

Como adaptar o layout da sua loja e o seu mix de produtos a essas novas demandas

Perceber essas mudanças é apenas o primeiro passo. O próximo desafio é transformar essas informações em decisões que façam sentido para a operação.

Se as compras estão menores e mais frequentes, vale revisar o layout para facilitar percursos rápidos e destacar produtos de reposição, já que a conveniência influencia a decisão de compra

Categorias de maior giro podem ocupar áreas estratégicas, reduzindo o tempo que o cliente leva para encontrar o que procura.

Da mesma forma, acompanhar a procura por alimentos frescos e produtos regionais ajuda a ajustar o mix da loja. Dar mais visibilidade às marcas amazônicas e investir na organização do setor de FLV contribui para reforçar a percepção de qualidade e incentivar novas compras.

A comunicação também merece atenção. Encartes digitais, sinalização clara no ponto de venda e ofertas bem distribuídas ao longo da loja tornam a experiência mais simples e aumentam o potencial de conversão.

Quando essas iniciativas trabalham de forma integrada, o supermercado atende às novas expectativas do consumidor e cria uma experiência de compra mais prática, personalizada e eficiente.

O papel da tecnologia e do CRM para mapear a jornada de compra no seu supermercado

A tecnologia ajuda o supermercado a entender melhor como o consumidor compra e o que influencia suas decisões. Dados do caixa, do aplicativo, do clube de fidelidade e dos canais digitais revelam padrões que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.

Com um CRM para supermercados, é possível acompanhar informações como:

  • Frequência de compra dos clientes;
  • Categorias mais procuradas;
  • Ticket médio;
  • Preferências de consumo.

Esses dados também ajudam a entender a jornada de compra phygital, conectando interações como o encarte digital, as ofertas via WhatsApp e a compra na loja física.

Com essas informações em mãos, o supermercado consegue personalizar ofertas, fortalecer o relacionamento com os clientes e tomar decisões que aumentam a eficiência operacional no varejo supermercadista

Antecipe as tendências do varejo com o suporte e os dados da AMASE

As mudanças no comportamento do consumidor acontecem aos poucos, mas quem consegue identificá-las cedo sai na frente. 

Entender essas tendências ajuda o supermercado a ajustar a operação, criar experiências de compra mais relevantes e responder com mais rapidez às novas demandas do mercado.

A AMASE reúne supermercadistas, fornecedores e parceiros estratégicos que conhecem a realidade do varejo no Amazonas. Esse ambiente favorece a troca de experiências, o acesso a informações de mercado e a busca por soluções para os desafios da região.

Ao participar da associação, empresários e gestores podem:

  • Acompanhar tendências do varejo supermercadista;
  • Participar de eventos, encontros e ações de relacionamento;
  • Ampliar o networking com fornecedores e especialistas do setor;
  • Trocar experiências sobre gestão, logística, marketing e inovação.

Estar próximo de quem acompanha a evolução do mercado ajuda a transformar tendências em decisões mais estratégicas para o negócio.

Associe-se à AMASE e tenha acesso a informações de mercado, eventos, parceiros estratégicos e iniciativas que apoiam o crescimento e a competitividade dos supermercados amazonenses.

FAQ

1. Quais são as novas tendências do comportamento do consumidor no varejo?

Entre as principais tendências estão o aumento das compras de reposição, a valorização de produtos regionais, o uso do celular durante a jornada de compra e a busca por ofertas personalizadas. Esses hábitos influenciam diretamente o layout das lojas, o mix de produtos e as estratégias de relacionamento com os clientes.

2. Como os hábitos de compra dos clientes em supermercados estão mudando?

Os consumidores estão realizando compras menores e mais frequentes, pesquisando preços antes e durante a visita à loja, valorizando alimentos frescos e produtos locais e esperando uma experiência integrada entre os canais físicos e digitais.

3. O que é a jornada de compra phygital no varejo de alimentos?

A jornada de compra phygital combina a experiência física com os recursos digitais. O cliente pode consultar ofertas no WhatsApp, acessar o aplicativo do supermercado, comparar preços pelo celular e concluir a compra na loja física, utilizando diferentes canais ao longo da mesma jornada.

4. Como atrair e fidelizar o consumidor moderno no supermercado?

A fidelização depende de conhecer o perfil dos clientes, oferecer promoções relevantes, investir em programas de relacionamento, valorizar produtos regionais, manter um bom sortimento e proporcionar uma experiência de compra prática tanto no ambiente físico quanto nos canais digitais. Ferramentas de CRM e ações de shopper marketing ajudam a personalizar esse relacionamento e aumentar a recorrência das compras.

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