Eficiência operacional avança no varejo supermercadista, mas perdas ainda desafiam o setor
A busca por eficiência operacional segue ganhando força no varejo supermercadista brasileiro, impulsionada pela pressão sobre margens e pela necessidade de maior produtividade. Em painel promovido pela ABRAS, especialistas destacaram avanços relevantes nos indicadores do setor, mas reforçaram que ainda há desafios estruturais a serem superados, especialmente na gestão de perdas.
Dados recentes apontam que o setor já alcança níveis elevados de eficiência, com empresas conseguindo crescer em faturamento ao mesmo tempo em que reduzem perdas. No entanto, parte das operações ainda apresenta crescimento acompanhado pelo aumento dessas perdas, o que indica fragilidades na execução e na qualidade da gestão operacional.
Entre os principais gargalos, a perda não identificada surge como um dos pontos mais críticos, impactando diretamente o controle de estoque, a previsibilidade e a rentabilidade. Falhas nos processos podem gerar efeitos em cadeia, como rupturas, excesso de compras e distorções nos resultados. Nesse cenário, o uso de tecnologia aliado a metodologias mais precisas de inventário tem avançado, mas ainda exige amadurecimento.
O debate também reforçou que, embora ferramentas e sistemas sejam fundamentais, o fator humano segue determinante para a eficiência. Processos bem estruturados, liderança ativa e capacitação das equipes são elementos-chave para transformar controle operacional em geração de valor. O avanço dos indicadores mostra evolução, mas o desafio de reduzir perdas e elevar a produtividade permanece no centro das estratégias do setor.
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